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domingo, 11 de setembro de 2016

FESTA 2016

A maioria dos leitores estará, certamente, à espera das imagens da festa. Publico aquelas que tirei e que, apesar de poucas, permitem constatar que, quer a igreja, quer os andores, estavam lindíssimos, como é habitual. As nossas mordomas esmeram-se sempre e nunca repetem soluções. No bom dizer do Sr. P.e José Luís, o arranjo dos andores e da igreja é uma linda oração que elas rezam. Nossa Senhora as abençoe pelo desvelo. 

A procissão foi acompanhada pela banda de Bragança, cheia de gente nova que, apesar da idade, mostrou boas capacidades artísticas. Foi uma alegria tê-la connosco e, pessoalmente, gostaria de ver repetida a experiência.

Este ano houve duas novidades: o andor da Senhora do Rosário foi colocado em destaque no altar mor e os restantes andores, em vez de ocuparem todo o lado direito, foram postos no fundo da igreja porque "os santos não precisam de ouvir missa e eu quero o povo ao pé de mim", no dizer bem humorado do sr. P.e Manuel, de quem partiu a sugestão. 



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

PROCISSÃO DA SENHORA DAS GRAÇAS

Este ano, o sr. P.e Manuel lançou-nos um desafio: Santa Maria Madalena, a nossa padroeira, deveria integrar a procissão da Sr.ª das Graças, à semelhança daquilo que se faz nas outras freguesias ao redor de Bragança. 

Santa Maria Madalena ia linda! E, se a sua imagem não é a  mais bela nem a mais preciosa, o seu andor era o mais bem arranjado de todos quantos lá estavam.

Participou muito do nosso povo e as ruas de Bragança estavam repletas de fiéis devotos da Senhor das Graças. Comoveu-me constatar que, na cidade de Bragança, ainda se respeita a tradição de enfeitar as janelas com as mais belas belas peças do bragal familiar.

Não resisto a contar a gargalhada com que tudo terminou: os rapazes deviam ir estafados porque, apesar de se revezarem, o percurso foi muito longo. Mesmo assim, havíeis de os ver, de andor às costas,  a fugir desde o paço episcopal (onde terminou a procissão) até à rua onde o Filipe tinha estacionado a carrinha em que a santa foi levada para a cidade. Nunca Santa Maria Madalena caminhou tão ligeira. E olhem que era a subir!
Lindo!
Preparados para começar a procissão
O bragal que tanto me sensibilizou
 Nossa Senhora das Graças

São Frutuoso que, pela primeira vez, vi fora da sua capelinha de Teixedo
Fim da procissão: a corrida estava quase a começar.

 Ver mais "clicando" sobre a imagem abaixo
                                                           Procissão da Senhora das Graças

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

AGOSTO

Em Agosto, por estas bandas, as notícias em vez de novas são velhas.

Logo à chegada, um motivo de alegria: entrar na sacristia, para ajudar nas limpezas de última hora antes da festa, e ver aberto o livro de registos de baptismo com dois nomes apontados. Neste tempo de tão poucos nascimentos, pareceu-me ver nisso um sinal de esperança. Que Nossa Senhora proteja essas crianças e as suas famílias.

Foi cedo a festa - dia nove - e quebrou-se a tradição, pois não choveu nem soprou vento frio. À noite, o povo encheu-se de gente para o arraial, como já não via desde os meus tempos de juventude. 

De manhã, igreja cheia, a transbordar para o adro, como é nosso timbre. A missa, celebrada pelos padres Jorge (da tia Amélia) e Manuel (um dos dois responsáveis da paróquia) foi terna, ou não fosse dedicada a Nossa Senhora. Há já bastante tempo que se não ouvem aqueles grandes sermões pregados do púlpito, mas disso parece que ninguém sente a falta. Mais vale uma homilia breve que capte a atenção das pessoas durante breves minutos do que uma homilia longa em que os crentes concentram a atenção a contar os minutos para ver quando chega ao fim. Até porque, como diz o papa, "Se a homilia se prolonga demasiado, lesa duas características da celebração litúrgica: a harmonia entre as suas partes e o seu ritmo" (in: Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, 138).

Da procissão que se seguiu deixo aqui parte do registo fotográfico . Lamento não poder apresentar uma reportagem mais completa porque todas as fotografias que tirei dentro da igreja ficaram tremidas. Mesmo assim, publico uma delas, em homenagem aos quatro belos adolescentes que carregaram o andor de S. Caetano. As fotografias dos preparativos foram-me enviadas pela Augusta a quem agradeço.

 
 
No dia seguinte, os novos mordomos trataram de desenfeitar as ruas - e de se divertir. Eu bem quis registar para a posteridade as brincadeiras do Filipe, mas ficou assim...

Para terminar, só um desafio - bem pequeno, por sinal: qual é a grande diferença que se observa na nossa igreja?

A todos, um bom regresso ao trabalho

Podem ver todas as fotografias "clicando" neste álbum
Festa 2015