Assim como
nossos avós fizeram, também nossos pais e nós fomos embarrar o pote onde Deus
quis. A vida separa as gerações, tornando algumas delas desconhecidas entre si.
Contudo, olho
as fotografias e comovo-me: os rostos das pessoas que não conheço falam-me ao
coração e identifico neles traços que me são familiares, como se a memória
fosse transmitida pelo sangue.
E é de sangue
que falo – o sangue dos Fernandes, com origem em Vilar d’Ouro / Cabanas, embora
só poucos dos presentes continuem a assinar assim, em consequência da via
masculina de transmissão dos apelidos.
O encontro dos
Fernandes realiza-se há já alguns anos, por iniciativa do nosso muito querido
P.e David. É sempre no primeiro sábado de Setembro e, este
ano, calhou em Rebordaínhos (dia 3) onde se realizará também o próximo. Nesse, espero estar presente, para
poder distribuir abraços e recolher memórias, porque a cabeça e o coração têm a
virtude de não possuírem limites.
Deus pague ao
P.e David a bondade e o sentido de família que sempre
demonstrou. Obrigada a todos quantos respondem ao chamamento.
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As fotografias que publico foram tiradas pela minha irmã Augusta, motivo pelo qual ela nunca aparece., mas a quem agradeço o envio.
















































