Por
abcd
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Sabem o que me deixa mais feliz quando visito Rebordainhos?
O silêncio…
Este continua o mesmo, não mudou, não necessita de saudades, nem de pedras, nem de putos e muito menos de evolução. Não necessita de saudades porque não as consente na sua ambiguidade, não necessita de pedras ou de suportes porque é em si mesmo um forte indestrutível, não necessita de putos porque os devora nas noites frias de Inverno e não necessita de evolução porque simplesmente não há evolução no divinal.
Atrevo-me mesmo a dizer que só volto a Rebordainhos porque existe esse silêncio, o silêncio da minha mãe reflectido nos seus olhos quando me vêem, o silêncio das paisagens que mudam ciclicamente há décadas sem nunca consentirem essa mudança, mas principalmente o silêncio que me cobre à noite quando vou dormir e ouço as vozes antigas pairarem sobre mim como fantasmas que revejo nas férias. É assim o silêncio em Rebordainhos, puro como a água da Ribeira e ameaçador como os lobos das antigas histórias que nos devoravam em sonhos…
Pergunto-me se será um silêncio só meu, ou se pertencerá aos demais?
Não sei, mas é um silêncio gratuito, que nos é oferecido desde a mais tenra idade e nos é tirado quando nos impomos a vaidade das terras longínquas. Para mim, que deixo hoje as minhas participações neste magnifico blogue, é de longe a característica mais marcante desta pequena aldeia, pois tudo o que antes foi escrito por mim se resume no fundo a esta palavra, ao seu significado, ao seu peso…
...............Silêncio… para que as Saudades sejam sentidas
...............Silêncio… para que as pedras da velha aldeia se ouçam
...............Silêncio… que os putos estão a chegar
...............Silêncio... que eles decidiram ficar
...............Silêncio… pois só assim existe o verdadeiro perdão
O silêncio…
Este continua o mesmo, não mudou, não necessita de saudades, nem de pedras, nem de putos e muito menos de evolução. Não necessita de saudades porque não as consente na sua ambiguidade, não necessita de pedras ou de suportes porque é em si mesmo um forte indestrutível, não necessita de putos porque os devora nas noites frias de Inverno e não necessita de evolução porque simplesmente não há evolução no divinal.
Atrevo-me mesmo a dizer que só volto a Rebordainhos porque existe esse silêncio, o silêncio da minha mãe reflectido nos seus olhos quando me vêem, o silêncio das paisagens que mudam ciclicamente há décadas sem nunca consentirem essa mudança, mas principalmente o silêncio que me cobre à noite quando vou dormir e ouço as vozes antigas pairarem sobre mim como fantasmas que revejo nas férias. É assim o silêncio em Rebordainhos, puro como a água da Ribeira e ameaçador como os lobos das antigas histórias que nos devoravam em sonhos…
Pergunto-me se será um silêncio só meu, ou se pertencerá aos demais?
Não sei, mas é um silêncio gratuito, que nos é oferecido desde a mais tenra idade e nos é tirado quando nos impomos a vaidade das terras longínquas. Para mim, que deixo hoje as minhas participações neste magnifico blogue, é de longe a característica mais marcante desta pequena aldeia, pois tudo o que antes foi escrito por mim se resume no fundo a esta palavra, ao seu significado, ao seu peso…
...............Silêncio… para que as Saudades sejam sentidas
...............Silêncio… para que as pedras da velha aldeia se ouçam
...............Silêncio… que os putos estão a chegar
...............Silêncio... que eles decidiram ficar
...............Silêncio… pois só assim existe o verdadeiro perdão
Antes de terminar gostaria de agradecer a todos pelas palavras calorosas com que sempre comentaram os meus textos. Obrigado a todos…
Depois gostaria de deixar um abraço especial à Fátima pela simpatia sempre demonstrada e por ter sido verdadeira comigo quando precisei da sua preciosa ajuda.
Por último, espero que não levem a mal o facto de manter o anonimato, é uma escolha minha, e sinceramente não tenho nenhuma explicação válida para vos dar, é apenas uma escolha.
Espero sinceramente que o blogue continue neste caminho, e que continue a desbravar a “ignorância” daqueles que infelizmente não conhecem Rebordainhos…
Cresci e passei os meus anos entre os sábios, e não encontrei nada melhor do que o silêncio
Depois gostaria de deixar um abraço especial à Fátima pela simpatia sempre demonstrada e por ter sido verdadeira comigo quando precisei da sua preciosa ajuda.
Por último, espero que não levem a mal o facto de manter o anonimato, é uma escolha minha, e sinceramente não tenho nenhuma explicação válida para vos dar, é apenas uma escolha.
Espero sinceramente que o blogue continue neste caminho, e que continue a desbravar a “ignorância” daqueles que infelizmente não conhecem Rebordainhos…
Cresci e passei os meus anos entre os sábios, e não encontrei nada melhor do que o silêncio
Pirkei Avot 1,17
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Que pena!
Fátima









