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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Passaportes

V
Série A

Para começar o ano com algum exercício mental, apresento 9 fotografias referentes a passaportes para o Brasil. Palpites?

Podem consultar todos os passaportes já identificados da série A (com destino Brasil) aqui: http://freixedelo.com/rebordainhos/ 

1
Nome: Maria Amélia Martins

2
Nome: Augusto António Pereira

3
Nome: José Manuel Costa

4
Nome: José Augusto Alves

5
Nome: Maria Alice Alves

6
Nome: Silvério Augusto Martins

7
Nome: Alda de Jesus Machado
8
Nome: Maria de Fátima da Eira

9
Nome: Benedita do Nascimento Pereira

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Passaportes

I
Série C

Voltam os passaportes com destino ao Brasil iniciando uma nova série (ou seja, uma fonte de informação diferente). Quem quiser consultar um resumo dos 30 passaportes já divulgados relativos à série A, pode fazê-lo no seguinte link: http://goo.gl/mKBzcX

Mais uma vez peço a quem ainda não respondeu, e conhece emigrantes no Brasil que ainda não apareceram listados, o favor de preencher este simples inquérito para que possa encontrar todos quantos possíveis passaportes de Rebordainhenses. O inquérito pode ser acedido aqui: goo.gl/dtwZs

Quanto ao desafio, já sabem, é tentar adivinha quem é quem.


1
Nome: Joaquim Ramos Pires
Nascimento: 1905









2
Nome: Luís dos Ramos Machado
Nascimento: 1945










3
Nome: Augusto António Pereira
Nascimento: 1914









 4
Nome: Angelina da Natividade Pereira
Nascimento: 1945











5
Nome: Maria Celeste Valente
Nascimento: 1953








Árvore genealógica (16 passaportes)



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Podem consultar todas as séries de passaportes já identificados aqui no blog (clicar).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Passaportes

VI
Série A

Após algum tempo de ausência, espero ter bastantes alvitres para os passaportes que faço publicar de seguida. Aqui (clicar) encontram-se para consulta as estatísticas da série A.  

1
Nome: Elisabete Afonso
Data do Passaporte: 1960
Nascimento: 1942
1a - Data do Passaporte: 1963
2
Nome: Justiniano Augusto Martins
Data do Passaporte: 1945
Nascimento: 1869
3
Nome: Alice Augusta Martins
Data do Passaporte: 1952
Nascimento: 1898
4
Nome: Maria de Fátima Fernandes
Data do Passaporte: 1956
Nascimento: 1937
5
Nome: Purificação Augusta
Data do Passaporte: 1958
Nascimento: 1899





Árvore genealógica dos Pires (12 passaportes)

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Podem consultar todas as séries de passaportes já identificados aqui (clicar).

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

TROCANDO A SORTE PELA CHANÇA"


II

Iam já distantes os tempos em que, menino, recebia um tostão do P.e Amílcar a quem, todos os dias, ajudava à missa. Tudo somado, se alguma vez o tivesse juntado, daria o lauto salário de três escudos ao mês, o que o habilitava a ser o garoto mais abonado das redondezas, capaz de ter o gesto magnânimo de comprar cigarros para, com os colegas de escola, celebrarem o seu aniversário. Mas isto sou eu a falar depois de ter lido histórias que outros já aqui contaram.

À data dos novos acontecimentos era um homem feito e, naquele dia, estava com a família a vimar no Fetal quando apareceu o Sr. Eliseu. Partiu tal e qual como estava e ao fim de três dias passava a fronteira com Espanha, país que atravessou encafuado num camião de transporte de cimento. Iam mais de cem pessoas nesse camião mas, porque era fechado, entrou em França sem dar conta disso.

Há coisas que custa perguntar, por isso, embora tivesse curiosidade, abstive-me de inquirir sobre o como dormiam, como se alimentavam, enfim, como respondiam às necessidades básicas da existência. Não custa, no entanto, imaginar, pois continuamos a ler histórias dramáticas de emigração clandestina que acontecem nos nossos dias. As pessoas terão outra origem, mas o sofrimento é o mesmo e as circunstâncias semelhantes.

Mal se abriram os portões do camião, deram de caras com quatro polícias armados de metralhadoras que os obrigaram a sair e os conduziram para o interior de um salão grande onde teriam a grata surpresa de constatar que, afinal, as polícias dos países não eram iguais umas às outras. Ali, foram alimentados e, um por um, interrogados sobre quem eram e para onde iam. Mas algum dos cem falava francês? Ninguém. Entendiam-se por gestos. Saciada a fome, foram metidos em camionetas e conduzidos até Paris de onde, cada qual, partiu à procura dos contactos que tinha.

O Jorge dirigiu-se a Tours, de carro de praça, pois claro, que ele não era bruxo para adivinhar quais os transportes que poderia apanhar. Valeu-lhe o sr. José Pereira, mundialmente conhecido por “Chochelas”, que pagou o frete ao taxista e lhe arranjou trabalho. O Sr. José, aliás, foi a boa alma que acolheu e orientou alguns dos naturais de Rebordaínhos que demandaram terras gaulesas – como o meu irmão Artur, por exemplo. Como o sr. José, outros terão existido, estando na origem da criação de uma rede informal de solidariedade que amparava os emigrantes nos seus primeiros passos, angariando-lhes trabalho e desbridando o processo de obtenção dos documentos necessários à legalização.

Os tempos em França também não eram fáceis: em 1956, esse país perdera Marrocos e a Tunísia, em 58, a Guiné e, para evitar mais complicações, em 1960, o general De Gaulle deu a independência a quase todas as outras colónias, por decreto. O seu problema grave era a Argélia, território africano com uma importantíssima colónia branca aí nascida: os “pieds-noirs”. A guerra da Argélia, que durou oito anos, só terminou em 1962 e a França viu-se a braços com a necessidade de receber e de absorver cerca de um milhão de “pieds-noirs”, pouco mais de dois lustros volvidos do fim da II Guerra Mundial e da razia económica provocada pelos nazis. Isto tudo serve para explicar que, apesar dos dinheiros do “Plano Marshall”, a França talvez não pudesse preocupar-se com as condições de vida que concedia aos imigrantes, pois tinha muito onde gastar esse dinheiro.

Tal como quase todos os outros, o Jorge foi trabalhar num estaleiro que punha à disposição dos operários condições precárias de existência: uns barracões em cujo chão eram espalhados alguns colchões. A higiene corporal e a lavagem das roupas era feita numa bacia; todos se serviam de uma latrina exterior. Trabalhavam, em média, dez horas por dia, mas eram pagas como extraordinárias todas quantas ultrapassassem a jornada das oito horas. A semana tinha seis dias. Os operários comiam em conjunto e as refeições eram feitas por quem calhasse. Parece que o Jorge tinha jeito para a coisa.

O primeiro patrão foi quem lhe “arranjou os papéis” e, com eles, veio um contrato de trabalho por um ano, renovável. Não o quis renovar e foi-se em busca de melhores condições. Aguentou-se em Tours mais cinco anos, três dos quais na Michellin e depois foi-se para Angoulême onde o ordenado lhe saía limpo, já que alojamento e alimentação em hotel estavam a cargo da empresa. Melhorou de vida, razão última da emigração e anseio de todo o ser humano.


  Eras novo. Então, as diversões e os amores? A resposta veio na forma de um sorriso maroto, modo gentil de me dizer que me metesse na minha vida. Eu assim fiz.

sábado, 16 de novembro de 2013

"TROCANDO A SORTE PELA CHANÇA"


I

O Jorge conta-me a viagem ao contrário: S. Sebastián – Victória – Burgos – Valladolid – Salamanca – Vilar Formoso. Era a viagem de regresso de uma tentativa frustrada de dar o salto para França. Voltava cabisbaixo, ele e os outros, arrenegando a má sorte e a irmandade malina entre Salazar e Franco que, com as suas polícias, transformavam a Península Ibérica num enorme campo de concentração enquanto condenavam as suas gentes à desdita.

Em sentido literal, não se pode dizer que fugissem da fome. A mesa era pobre, decerto, mas o caldo de couves não faltaria, mesmo que nem sempre fosse adubado com um cibo de toucinho ou com uma colher de unto. Faltaria o compango, mas não o pango. Fugiam da falta de horizontes e da imoralidade instituída que os condenava à aceitação da miséria, imposta como valor supremo e virtude. Vivesse quem mandava com aquilo que deixava aos outros para viverem! Fossem eles também para a guerra para onde estavam a mandar os jovens em fornadas cada vez maiores e motivo último para o encerramento das portas à emigração.

A saída do país só era possível com a colaboração da família, pois era sobre ela que recaía o ónus do pagamento ao passador. Sete contos de réis foi o combinado. O passador, já se pode dizer, era o Sr. Eliseu dos Vales, pessoa honesta que só cobrava a viagem depois de as famílias terem recebido notícias a informar da chegada a França. Daquela vez, porém, nada lucrou.

Tudo decorrera normalmente até chegarem a S. Sebastián, lugar em que se deveria proceder à troca de passador. No grupo, que integrava vários rapazes, além do Jorge de Rebordaínhos ia mais um dos Vales e outro de Lanção, isto só para falar de quem nos é mais próximo. Foram largados e deram-lhes instruções para que esperassem até que chegasse o homem que iria conduzi-los a França. Estavam, contudo, em terra estranha e o medo embotava-lhes o raciocínio. Nunca se tinham afastado das suas terras mais do que 20 ou 30 km e agora viam-se ali, desamparados, sem saber o que fazer. Julgaram-se abandonados e, porque a fome apertava, foram-se a saber de comer. Foi nessas circunstâncias que o Jorge pousou os olhos na rapariga mais bonita que alguma vez já viu. Era a neta de uma senhora bondosa que lhes ofereceu um cibito de pão.

“Nunca esqueci aquela rapariga. Tinha uns olhos mais lindos que…!” Sem palavras para descrever tais olhos, o Jorge completa a frase com um sorriso desconcertado.

Não sabe o que aconteceu, mas a Guardia Civil veio buscá-los. Não os incomodou, apenas os escoltou na viagem de regresso que referi no início. Em chegando a Vilar Formoso a coisa modificou-se: a PIDE estava à espera deles e fez-lhes uma recepção à altura da má memória que nos legou. Prendeu-os e, ao bofetão, tentou arrancar deles o nome do passador. Como ninguém abriu a boca, lá os soltou, mandando-os de volta a casa.

Levariam, ao todo, cerca de 200$00 nos bolsos e era com esse dinheiro que teriam de se amanhar até chegarem a casa; porém, em Figueira de Castelo Rodrigo já lhes escasseava o pecúlio. Decidiram meter-se a pé até Barca d’Alva onde chegaram famintos e estafados de tanto andarem. Um taxista encontrou-os na estação e, condoendo-se deles, matou-lhes a fome. Quem diz que não há gente boa neste mundo?

O dinheiro que lhes restava deu à justa para chegarem de comboio até Mirandela onde o primo de um deles os alimentou e lhes deu o bastante para comprarem o bilhete até Rossas.

Esta aventura só terminaria no tribunal. O Jorge foi condenado a três anos de pena suspensa e ao pagamento de 50$00 de multa. Eram assim tratados aqueles que buscavam uma vida melhor para si e para os seus.


Continua


Nota: o título deste artigo é um verso da canção "Por Terras de França", de José Mário Branco (do álbum "Margem de Certa Maneira")

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Passaportes

II
Série B

Regresso com a habitual meia dezena de passaportes da série B. Estes são todos fáceis, por isso podem dar palpites.



1 - António Manuel Neves
Destino: Santos, São Paulo, Brasil
Data: 1927
2 - Adriana Laura
Destino: Santos, São Paulo, Brasil
Data: 1928
3 - Maria da Assunção Martins
Destino: Santos, São Paulo, Brasil
Data: 1928

4 - Francisco Ramos Martins
Destino: São Paulo, Brasil
Data: 1926
5 - José António Martins
5a - Rosinda da Natividade
Destino: São Paulo, Brasil
Data: 1926







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Podem consultar todas as séries de passaportes já identificados aqui (clicar).

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Passaportes

I
Série B

Vou dar inicio a uma nova série de passaportes. Isto porque a fonte e o conteúdo dos passaportes são diferentes, o que de forma inerente, torna o objectivo também ele distinto.

Assim, na série anterior (que vou chamar de Série A) foram apresentados 25 passaportes (podem consultar as estatísticas actualizadas aqui(clicar)) com as seguintes características:
Destino: Brasil
Datas extremas: 1900-1965

A nova série que inicio (que vou obviamente chamar de Série B) apresenta-se assim:
Destino: Qualquer país
Datas extremas: 1844-1928
Problema: Sem fotografia (raramente tem).

O desafio que vos lanço é apresentando o passaporte, identificar laços familiares, enquadrando assim estes emigrantes (alguns temporários) com rebordaínhenses mais recentes. Alguns serão certamente fáceis de identificar, de qualquer modo aguardo palpites para todos. Como os passaportes são manuscritos, se alguém tiver alguma dúvida sobre o conteúdo, é só dizer.

1- Pedro Caminha
Destino: Província de Corunha, Espanha
Data: 1868
2 - António Maria
Destino: São Paulo, Brasil
Data: 1923
3 - José Hipólito
3a - Domitila Justina Martins
Destino: Santos, São Paulo, Brasil
Data: 1926


4 - António de Deus
Destino: São Paulo, Brasil
Data: 1927

5 - Maria do Rosário Lino
Destino: Santos, São Paulo, Brasil
Data: 1928







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Podem consultar todas as séries de passaportes já identificados aqui (clicar).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Passaportes

V

Directamente de Rebordainhos lanço mais um desafio de cinco passaportes. Aproveito para arrancar com este desafio uns dias antes de a população de Rebordainhos crescer exponencialmente.


1
Nome: Aida do Céu Pires
Data do Passaporte: 1954
Nascimento: 1922
2
Nome: Manuel Joaquim Pereira
Data do Passaporte: 1957
Nascimento: 1930
3
Nome: Manuel António Fernandes
Data do Passaporte: 1955
Nascimento: 1928
4
Nome: Marcolino dos Santos Morais
Data do Passaporte: 1953
Nascimento: 1926
5
Nome: Cesarina Esperança Pereira
Data do Passaporte: 1941
Nascimento: 1910





Ainda sobre este assunto partilho uma curiosidade genealógica representativa de 40% dos 25 passaportes que já foram publicados aqui no blog. As estatísticas podem ser seguidas aqui: http://goo.gl/N9Ive

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Podem consultar todos os passaportes já identificados aqui (clicar).
Algumas estatísticas podem ser seguidas aqui (clicar)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Passaportes

IV

Mais uma vez peço a quem ainda não respondeu, e conhece emigrantes no Brasil, o favor de preencher a este simples inquérito para que possa encontrar todos (os possíveis) emigrantes. O inquérito pode ser acedido aqui: goo.gl/dtwZs 

Com mais cinco emigrantes elevamos para vinte o número daqueles que tiveram de abandonar em algum momento a nossa terra e atravessaram o atlântico em busca de uma vida melhor.

Por favor, atrevam-se a dar palpites.


1
Nome: Eugénia da Ascenção Pereira
Data do Passaporte: 1951
Nascimento: 1918
2
Nome: Amâncio Augusto Costa
Data do Passaporte: 1946
Nascimento: 1911
3
Nome: António Joaquim Pereira
Data do Passaporte: 1947
Nascimento: 1918
Nota: Natural das Cabanas.
4
Nome: Natália de Jesus Morais
Data do Passaporte: 1958
Nascimento: 1935





5
Nome: Felismina Luísa Machado
Data do Passaporte: 1939
Nascimento: 1907
Nota: Natural dos Pereiros e residente em Salsas(freguesia).




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Podem consultar todos os passaportes já identificados aqui (clicar).
Algumas estatísticas podem ser seguidas aqui (clicar)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Passaportes

III

Quando iniciei este levantamento de passaportes não tinha a menor ideia que a comunidade Rebordainhense  no Brasil pudesse ter tão grande dimensão.
Após efectuar as primeiras pesquisas envolvendo familiares e outras pessoas que sabia terem emigrado, cheguei a um ponto em que é necessário realizar um levantamento mais exaustivo de modo a conseguir mais alguns passaportes. Assim, recorro aos leitores do blog para que caso tenham algum parente ou amigo  emigrado no Brasil, e pretendendo que eu procure o seu passaporte, respondam a este inquérito (clicar). Não existe necessidade de se identificarem mas podem fazê-lo na ultima caixa se assim o pretenderem.

Enquanto procuro novos emigrantes, deixo mais cinco para que se associe um nome ao rosto.




1
Nome: Ramiro José Rodrigues
Data do Passaporte: 1956
Nascimento: 1935






2
Nome: Manuel Duarte Rodrigues
Data do Passaporte: 1958
Nascimento: 1931





3
Nome: Berta da Alegria Alves
Data do Passaporte: 1953
Nascimento: 1916

4
Nome: Manuel Joaquim Rodrigo
Data do Passaporte: 1952
Nascimento: 1911


5
Nome: Bernardete de Lourdes Alves
Data do Passaporte: 1958
Nascimento: 1939
Nota: Natural de Sortes.




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Podem consultar todos os passaportes já identificados aqui (clicar).