domingo, 23 de outubro de 2016
A PROPÓSITO DE UMA LENGALENGA
domingo, 10 de janeiro de 2016
LENGALENGA
Bem-haja tia Delfina!
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A imagem é de uma série de desenhos animados, intitulada "The Animals of Farthing Wood"
e foi retirada daqui.
segunda-feira, 9 de março de 2015
CONVERSAS PROPORCIONADAS [2]
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Na fotografia, da esquerda para a direita: Ester, Julinha (da sr.ª Julieta e do sr. Eurico); Zeza (da tia Ofélia e do tio Amadeu "Couceiro") - ambas genras da Ester - e Cristina (da sr.ª Tersesa e do sr. João "Santa Combinha")
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Lengalenga
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domingo, 28 de outubro de 2012
TRADIÇÕES
Dessas mimosas flores?
- Só lhe peço um escudo
Porque lhe devo favores.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Foi desta!
Parece que falhou um bocadinho da letra. Aqui fica toda (os dísticos são todos bisados):
Todos:
.................Seguir, vamos seguir,
.................Caminhos da nossa aldeia,
Raparigas:
.................Mostrando a nossa rendinha
.................E a nossa fininha meia.
Rapazes:
.................E nós os nossos calções,
.................Nossos bigotes bizarros.
Raparigas:
.................Nossos corpinhos bem feitos,
.................Perdoando os nossos pecados.
Rapazes:
.................As raparigas de agora
.................São poucas mas são bonitas,
Raparigas:
.................E a cama onde elas dormem
.................É no poleiro das pitas.
Rapazes:
................Estes rapazes de agora
................São poucos mas são valentes,
Raparigas:
.................Até podem co'a pia dos porcos
.................Atravessada nos dentes.
Mais reportagem da viagem
Bem, desta vez consegui. Estava a ver que não. Agora digam lá que não valeu a pena ser teimosa?
E não é que hoje falei desta marcha (??) à sra Julieta (mãe do Bino), e o que acham que aconteceu?
Pois claro, cantou-a de fio a pavio de imediato.
Augusta
terça-feira, 1 de maio de 2012
UMA CANTIGA DE TRABALHO

CANTIGA DA SEGADA para cantar à hora do jantar, que é o meio-dia, tal e qual como o meu pai ma ensinou.
.................O LAVRADOR DA ARADA
.................Ó ditosa do lavrador que da sua arada vinha
.................Com o seu jugo às costas, a cavalo na burrinha.
.................Lá no meio do caminho encontrou um pobrezinho:
.................- "Lavrador, levas-me na tua burrinha?"
.................O lavrador se desceu e o pobrezinho subia,
.................levou-o para sua casa, para a melhor sala que havia.
.................Mandou-lhe fazer a ceia do melhor manjar que havia,
.................de galinhas e capões que outra coisa não havia.
.................Sentaram-se os dois à mesa, mas o pobre não comia:
.................os suspiros eram tantos que até a mesa tremia.
.................Mandou-lhe fazer a cama da melhor roupa que havia:
.................por baixo lençóis de seda, por cima lindas cortinas.
.................Lá pelo meio da noite, o pobrezinho gemia;
.................o lavrador se levantou, a ver o que o pobre tinha.
.................Encontrou-o crucificado numa cruz de prata fina
................- "Ai meu Deus, ai quem soubera quem em minha casa tinha!"
.................- "Cala-te aí, lavrador, que em tua casa falta nenhũa havia,
.................No Céu te estarão guardadas três cadeiras de fantasia:
.................Uma para ti, lavrador; outra para a tua família;
.................Outra para a tua criada, que ela também a merecia!"
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O BUÍÇA

...............................O Buíça de Vinhais
...............................filho de boas pessoas
...............................matou el-rei D. Carlos
...............................à entrada de Lisboa.
...............................Logo à primeira descarga
...............................el-rei D. Carlos falou:
...............................-Adeus mulher e meus filhos,
...............................a minha vida acabou!
...............................Ó Buíça, ó Buíça,
...............................ó Buíça, ó ladrão,
...............................mataste el-rei D. Carlos,
...............................tu te deste à prisão.
...............................Ó Buíça, ó Buíça,
...............................ó Buíça de Vinhais
...............................mataste el-rei D. Carlos
...............................com quatro tiros mortais!
...............................E o rei D. Manuel de Bragança,
...............................filho de D. Carlos I
...............................para se livrar da morte
...............................fugiu para o estrangeiro!
Nitidamente, estes versos foram escritos após a implantação da República, porque há um salto no tempo entre as duas últimas quadras.
Diz-me, também, o tio Manuel que uma sobrinha (ou prima?) do Buiça, chamada Gracinda, ia frequentemente a Rebordaínhos (normalmente no Verão) e ficava em casa do tio Pereira. Diz ele que o tio Pereira a conheceu em Vinhais, vila onde ia muito para tratar dos seus negócios. Essa rapariga chorava com vergonha, sempre que alguém lhe falava do familiar assassino.
O regicídio foi amplamente falado na imprensa nacional e internacional. Como não havia a disponibilidade que temos hoje de tirar fotografias, os artigos eram ilustrados com desenhos que tentavam ser fiéis aos factos. Deixo aqui algumas.
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Se alguém tiver curiosidade em ler uma descrição dos acontecimentos, aqui fica a página da revista "Ocidente".
CARTA TESTAMENTO DE BUÍÇA
Manuel dos Reis da Silva Buiça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Traz-os-Montes); fui casado com D.Herminia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Marta, número… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa.
Repare-se na data. Mataria o rei no dia seguinte, em conluio, pelo menos, com outro regicida, António Costa.
sábado, 2 de outubro de 2010
MEMÓRIAS
........................................Em certa aldeia indigente,
........................................isto em tempos já passados,
........................................viviam muito santamente
........................................dois velhinhos bem casados.
........................................A mulher dizia ao companheiro,
........................................juntos os dois:
........................................- Se tu morreres primeiro,
........................................morrerei logo eu depois!
........................................E num coro afectuoso,
........................................ambos diziam ali:
........................................- Eu só peço ao Deus bondoso
........................................que me leve antes de ti!
........................................Nisto, uma pancada forte
........................................na porta se fez ouvir.
........................................Perguntam: Quem é? - A morte!
........................................Venham abrir!
........................................- Diacho, diz o marido,
........................................como há-de isto agora ser?
........................................Tenho aqui um pé dorido...
........................................Vai lá tu abrir, mulher!
........................................Mas ela logo se queixa:
........................................- Valha-me Nosso Senhor,
........................................este flato não me deixa...
........................................Vai lá tu, faz o favor!
........................................E a morte, enfadada,
........................................investiu pelo postigo:
........................................levou os dois velhos consigo!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
CONTA
Chegou à frente e sentiu gritar:
- “Ou! senhor, Ou! senhor!, que é que come o animal?
-“Come o que come a gente!”
Eles entenderam que comia gente!... Meteram o galo dentro de um palheiro e chiscaram-lhe fogo!
O homem chegou a uma seara onde andavam a ceifar. Punham o centeio em cima de uma pedra e, com outra, cortavam-no. Ele trazia uma seitoura e ofereceu-lha para segarem: - “aqui têm esta bicha fera!” Um cortou logo um dedo e começou a sacudir: - “Hi! Hi! cá me mordeu a bicha fera!” – Atirou com a seitoura e deitaram fogo à seara.
Mais à frente, encontrou muitos homens para derrubarem uma parede, mas era com ovos... Ele deitou-lha abaixo com um ferro.
Ainda mais à frente, chegou a uma casa. O dono queria-lhe dar de comer e foi à adega buscar vinho, mas, assim que chegou à adega, viu lá uma serra dependurada. Matutou que, quando a filha se casasse e tivesse um filho, a serra caía e matava-o! Admirada com a demora, a mulher foi-se a saber do homem e perguntou-lhe o que estava a fazer. Pôs-se também a matutar naquilo que lhe disse... Foi a filha, e, na mesma...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
MEMÓRIAS DE TRAGÉDIA ALHEIA

........................................A Nação estava de Paixão,
........................................Ao ver correr tanto sangue
........................................Mostra cruel compaixão!
........................................Lá na Nação de Espanha
........................................Foi uma barbaridade:
........................................Queimaram conventos e frades
........................................E mataram muitos padres!
........................................Entravam pelas casas dentro
........................................Sem pedir obediência;
........................................Matavam os donos das casas
........................................Sem ter dó nem consciência!
........................................Matavam grandes famílias,
........................................Matavam filhos e pais:
........................................Dentro daquela cidade
........................................Só se ouvem gritos e ais!
........................................Também as tristes mulheres
........................................Sofriam os seus martírios:
........................................Cortavam-lhes os bicos dos peitos,
........................................Ficavam c'o eles doloridos.
........................................Diziam que era o anti-Cristo
........................................Que andava a trabalhar.
........................................Rezavam as profecias:
........................................Isso tínhamos de passar!
Muito obrigada ao tio Manuel por me ter ensinado as quadras. Também me esclareceu sobre o significado da terceira e da quarta: pessoas armadas que se não identificavam entravam numa casa e perguntavam: "Quem vive?" A resposta só podia ser uma de duas: "Caballero" ou "Franco". Se as pessoas se calassem ou se dessem o "viva" errado, rebentavam-lhes uma granada dentro de casa com elas lá dentro. Esta explicação é magnífica pelo modo como ilustra a arbitrariedade da guerra!
O teor das quadras identifica bem o autor, um simpatizante dos nacionalistas de Franco, e a explicação sobre o "quem vive?" remete a informação para o início da guerra. Com efeito, Francisco Largo Caballero foi primeiro-ministro da Espanha republicana entre 1936 e 1937 (derrotados os Republicanos, viria a exilar-se em França onde foi capturado pelos nazis e levado para o campo de concentração de Sachsenhausen na Alemanha).
A história dos exilados espanhóis (nacionalistas no início, republicanos no fim) em terras portuguesas ou francesas é uma história de vergonha e desumanidade. Há por aí quem saiba outras quadras?
Escusado será dizê-lo, mas a pintura que ilustra o artigo é Guernica, obra admirável de Pablo Picasso.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
REIS
Este ano, visitas de outras terras enriqueceram a nossa tradição de dia de Reis e é dessa participação que tratam os três pequenos vídeos que o Rui teve a gentileza de enviar.
A acompanhar o cantar dos Reis estão, à viola, o Sr. P.e Eduardo Novo (de Balsamão) e o Sr. Prof. Artur Fernandes, no violino. O Artur Fernandes é filho do Duarte e neto do Sr. Amaro e da tia Maria da Avó. Ambos, nas palavras do Rui, "tiveram a amabilidade de se deslocar dois fins-de-semana até Rebordainhos (há 15 dias cantámos em Vilar Douro e Cabanas) para o cantar dos Reis."
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O Rui também enviou algumas fotografias que, tal como os vídeos, podem ser vistas na página que se abre se clicar sobre o sublinhado.
sábado, 9 de janeiro de 2010
CONTA
– Olá, velhinha, nós vamos-te a comer!
–Não me comais agora, que estou muito magrinha! Eu vou ao casamento da minha filha. Quando voltar já venho mais gorda e depois já me podeis comer!
E a velhinha seguiu. Muitas festas no casamento! Ao chegar o dia da partida, a velhinha andava muito triste e a filha perguntou-lhe:
– Que é que tem, minha mãe, que anda tão triste?
– Olha, minha filha, é porque ao vir encontrei dois lobos e queriam-me comer e eu disse-lhes que me não comessem, que ao voltar já ia mais gorda e, agora, tenha medo!
– Ó minha mãe, não se aflija, pegue lá esta cabacinha, meta-se lá dentro e vá para casa sossegada!
A velha assim fez. Meteu-se na cabaça e pôs-se a caminho. Ao passar pelos lobos, os lobos perguntaram-lhe:
– Ó cabacinha, tu não viste para aí uma velhinha?
– Eu cá não vi nem velhinha nem velhão! Corre, corre, cabacinha, corre, corre, cabação!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
ROSTOS
Desta vez nem me atrevo a pedir que se identifique mais alguém a não ser os nossos estimados professores. No entanto, se alguém quiser tentar, sinta-se à vontade. Assim sendo, o desafio consiste em tentarmos identificar os lugares fotografados.
1 - Fonte da Vila, à descida para a canada da Ribeirinha ?
2 - Vale de Espada, avistando-se a Cabeça?
Lugar:
1 - Eira da cabecinha, vendo-se a casa velha do tio Mandinho?
2 - Horta da tia Estefânia, vendo-se a casa do Moreno?
3 - Horta e casa do tio Jarrete?
4 - Largo do prado e casa da Maralha?
5 - Terra do tio Carlos Chiote e palheiro anexo à casa da residência?
6 - Eira do Outeiro e palheiro do tio José Çuca ?
7 - Terra frente à casa do tio Carlos Chiote. A casa seria a primitiva do tio Alfredo Guerra, deitada abaixo. Ao fundo, a parte baixa da eira da Cabecinha
A segunda fotografia foi alvo do maior número de alvitres. Lidos e cotejados todos os comentários, penso que devem ser excluídas as hipóteses 2,3 e 4. As restantes parecem-me mais verosímeis, mas carecem de confirmação. A ver vamos, se conseguimos.
(Actualização feita em 12/12/09)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
ROSTOS
Vamos abrir mais uma gaveta das nossas memórias. Esta será mais fácil, porque mais recente. Quem se lembra, então, das pessoas destas duas fotografias?
Maria da Conceição Pires (Tia Vermelha)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
ROSTOS
Foi o Rui Freixedelo que me mandou estas duas preciosidades. Voltamos ao desafio?

Lugar - "Pataranhas - cortinhas"
1 - Judite
2 - Aninhas da Eira
3 - Tia Julieta (do tio Eurico)
4 - Tia Bernardete Alves
5 -
6 - Tia Emília (do tio Amadeu)
7 - Tio José Manuel Pereira
8 - Duarte Alves Pereira
9 - Tia Helena
10 - Ramiro Alves
11 - Tio Eduardo Alves
12 - Manuel Alves
13 - Tia Fernanda Alves
14 - Tio João de Deus Alves
Nesta, o lugar só um vidente o descobriria...1 - Sr. Dona Maria
2 - Joana Rosa Alves (mãe do tio António Trocho)
3 - Maria Adelaide Rodrigo (filha de Joana Alves)
4 - D. Graça
5 -
6 -
7 - Tia Emília do Outeiro
8 - Manuel Joaquim Rodrigo (filho de Joana Alves)
9 - Sr. Professor
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Este ano não tirei fotografias da festa, por isso não houve reportagem. Mas o Rui fez o favor de me enviar algumas que podem ser consultadas aqui (carregar no sublinhado).
terça-feira, 8 de setembro de 2009
CONTA
Era tempo de segada. O sr. Alfredo de Arufe, mais conhecido por Carabunhas, estava numa camarada de segadores que fazia a segada de um amo que devia ser muito religioso.
O Carabunhas, querendo fazer boa figura perante o amo, no fim do primeiro dia da segada disse-lhe:
- Eu gostava de rezar o terço, mas esqueci-me do rosário...
Aquilo passou, mas no segundo dia voltou à mesma e nos outros a seguir também. O amo, farto de ouvir as mesmas coisas, atalhou-lhe:
- Ouça lá, se quer rezar o terço não precisa do rosário! Guia-se pelas nozes da espinha: começa cá em cima e quando chegar ao cu é glória!
Imagem copiada daqui
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
ROSTOS
Beijos, Tonho!
O desafio, no entanto, mantem-se: onde? Quem identificamos? Não numerei as pessoas contemo-las da esquerda para a direita.

Lugar: Arufe? Penacane?
1 - Sr. D. Maria
2 - Sr. D. Graça
3 - Tia Lídia
4 - Tia emília do Outeiro
5 - Tia Helena
6 - Tia Maria dos Santos (Checha)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
CONTAS
JOÃO BURRO
__”Ó João, sempre és um burro!"
A mãe mandou-o novamente à feira comprar umas agulhas. O padrinho trazia um carro cheio de feno e ele pôs as agulhas em cima do feno. Chegou a casa e a mãe perguntou-lhe por elas. – "Vêm no carro do padrinho!"
__”Ó João, sempre és um burro!”
Mandou-o comprar manteiga. Ele meteu-a entre as ceroulas e o corpo. Chegou a casa com ela derretida.
__”Ó João, sempre és um burro!”
Os pais queriam que casasse com a filha do padrinho. Olha, disse-lhe a mãe, vais falar à filha do padrinho, mas atira-lhe com palavras doces!
Ele arranjou açúcar e atirou-lhe com ele.
A mãe mandou-o atirar-lhe com pedrinhas doces. Atirou-lhe com uma pedra e quebrou-lhe um braço.





