sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ROSTOS

A Ema deu-me esta fotografia para que pudéssemos descobrir a quem pertencem os rostos nela gravados. Devo dizer que será tarefa árdua e que, provavelmente, será impossível deslindar os nomes de todos os presentes.
Olhando bem para a fotografia, tentei perceber, mais do que o lugar, que me parece óbvio, qual o ângulo em que a fotografia foi tirada, pois na minha memória não cabem duas das casas nela presentes, pelo menos com a traça lá patenteada (na minha memória e na de mais três ou quatro pessoas com quem troquei impressões). Assim, para além das pessoas, o desafio de hoje alarga-se à identificação das casas.

À Ema, o meu muito obrigada pela fotografia.


Lugar: eira do Sr. Amadeu

1: Sr. Manuel (do sr. Amadeu) ?
2: Sr. Hermínio (do sr. Amadeu)
3: Sr. Américo (do sr. Amadeu)?
4: Fátima (do tio Hermínio)?
5: Ana Alice Fernandes Pereira (de Mirandela)
6: José Manuel Pereira (de Mirandela)
7: Sr. Amadeu
8: Tia Benigna
9: 
10: Tia Antonieta?
11: Tia Amélia ?
12: Lídia (filha do tio Moreno)?
13:
14: D. Edite (esposa do sr. António?
15: Tia Maria Emília (do sr. Amadeu)
16: Tia Luísa (esposa do sr. Hermínio)
17: Esmeraldina da Glória Pereira (de Mirandela)
18: Sr. João "Sapateiro" (do sr. Amadeu)
19: Alguém dos Pereiros
20: Ester (irmã do sr. João "Badalinho")
21: Ester (esposa do Rafael)
22:
23:

Casa da esquerda: da tia Isabel "Caldeireira" e do tio Zé Miguel
Casa da direita: do tio Amadeu e da tia Benigna
____
Nota: só domingo terei possibilidades de responder aos comentários.

46 comentários:

Lurdes disse...

Fátima
Reconheço bem algumas pessoas, o 2 é o meu pai Hermínio, o 7 é o meu avô Amadeu, o 8 a minha avó Benigna, o 15 a minha tia Emília e o 16 penso que é a minha mãe. Quanto às casas a do lado esquerdo em cima é a casa dos mos avós maternos,reconheço as janelas (ainda dormi muitas vezes no quarto da primeira janela da esquerda) que davam para a casa da tia Maria Silva que será a casa atrás da árvore, a casa à direita com 2 janelas e um bocadinho de branco era a casa da tia Maria da avó e do Sr. Amáro (actual casa da Ema) a outra casa mais à direita penso que é a casa dos meus avós paternos.
Beijos
Lurdes

CC disse...

Aqui deixo os palpites dos meus pais:
O 6 o senhor Francisco (conhecido por Moreno), o 5 a sua esposa Bárbara e o 12 a filha Lídia.
O 21 a tia Ester, esposa do tio Rafael.

Bjs
Tilinha

Elvira Carvalho disse...

Passei. Deixo um abraço e votos de bom fim de semana

Lurdes disse...

Mais um palpite... o número 1 o meu tio Manuel o 3 o meu tio Américo e o 18 o meu tio João Pereira.
Beijos
Lurdes

Fátima Pereira Stocker disse...

Bom dia, Lurdes

Referiste, no primeiro comentário, as pessoas que reconheci sem ajuda. Já para as do segundo comentário, confesso que não chegaria lá, se não fosse o alvitre do teu tio Américo.

Quanto às casa também te posso dizer que sim - mas só o posso fazer, mais uma vez, porque o teu tio me informou. Sobretudo a casa do teu avô Amadeu, não tenho recordação de ela ser assim.

Beijos e obrigada.

Fátima Pereira Stocker disse...

Tilinha

Abençoados o teu pai e a tua mãe porque se vão lembrando!

Eu tenho dificuldades em associar a senhora com o n.º 16 à Lídia. Não é que me lembre, mas numa fotografia que publicámos há já algum tempo, ela está lá e parece muito diferente (mas muito parecida com a senhora n.º 1 desta fotografia - tal como mãe e filha).

Apesar das minhas dúvidas, eu vou escrever a tua sugestão, mas se fizeres o favor de mostrar as duas fotografias aos teus pais para que as possam comparar, agradeço-te.

O endereço é este:
http://rebordainhos.blogspot.pt/2009/05/rostos.html

Beijos e obrigada

Américo Pereira disse...

Os nºs 5 e 6 não são Bárbara e
Moreno. Este casal é de Mirandela.
A Sª. tinha o nome de Geménia e o
marido era caldeireiro.

Anónimo disse...

O número 15 penso ser a Emilia, irmã do António da Régua

Fátima Pereira Stocker disse...

Sr. Américo

Obrigada pelas suas correcções. Se se não importa, vou esperar que a Tilinha diga alguma coisa para fazer as modificações. Pode ser?

Beijos

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo

Tal como já estava escrito, a pessoa é, de facto, a Maria Emília.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Se o enquadramento da fotografia apanhasse só mais cerca de 500 m para a esquerda dava para ver o moinho de vento que aí existia. Os da minha idade ainda se lembram da simpática figura do ti Inácio Moleiro que, com o seu burrinho carregado de sacos de pano branco, sempre cheios, ora com farinha ora com grão, não se cansava de calcorrear, para baixo e para cima, os caminhos de Rebordainhos e de tantas terras vizinhas!.... Nessa época, eu ia, amiúde, a Rebordainhos visitar os meus compadres, por quem tinha muita estima, e nunca vinha de lá sem comprar trinta ou quarenta butelos, para comer em casa e também para oferecer aos meus amigos de Lisboa que ficavam sempre a chorar por mais.
Para chegar a Rebordainhos apanhava, em Macedo, a carreira da Monteiros & Herdeiros, que nesse tempo era diária, e, mal acabava de fazer a curva de Rossas, era com ansiedade que abria as cortinas da janela, para ver, em dias de Sol, um bonito quadro rústico de casas típicas transmontanas rodeadas por grandes soutos, onde, ao longe, se destacava um vulto de casa branca e brilhante - era o moinho de vento de Rebordainhos a dardejar uma luz quente que me ia direta ao coração. O bom ti Inácio e a sua mulher, a ti Blandina do Souto, tinham o cuidado e o orgulho de, duas vezes por ano, pela Páscoa e pelo São Miguel, darem uma boa caiadela, com ramos de laranjeira, às paredes do moinho, e lavarem as suas velas triangulares em água corrente, o que garantia um moinho sempre limpo e alvo, e que, por vezes, quando o Sol aparecia, até refulgia!
O moinho, visto de perto, era impressionante, com as suas grandes velas enfunadas pelo vento forte de Rebordainhos que as fazia rodar com a energia necessária para que a pesada mó de granito também girasse, transformando o grão na farinha mais fina que se fabricava em Trás-os-Montes.
Ao que me contaram, ainda antes do 25 de Abril, uma junta de Rebordainhos, menos atenta às minudências culturais, escavacou, de uma assentada, a fonte do espinheiro e o moinho de vento que, em conjunto com o pelourinho, eram o património cultural material mais importante da aldeia. O certo é que tudo foi abafado pelos fascistas, pelo que hoje nada mais resta às gerações mais novas, que queiram conhecer a história e os usos e costumes da aldeia de antanho, do que confiar nos relatos dos mais velhos que viveram esses tempos.

PS: Aproveito este espaço para fazer um pequeno remoque ao espertinho senhor Alarcão que na sua esdrúxula divisão linguística do país se esqueceu de contemplar a idiossincrasia da população da Margem Sul, onde o sotaque dos PALOP é dominante. Será que foi um simples esquecimento, ou o senhor Alarcão não passa de um linguista racista?!

Anónimo disse...

Vai o meu palpite;
10 - Srª Antonieta
11 - Srª Amélia
14 . Srª Ascensão (gralha)
17 – Teresinha irmã da srª Antonieta
A número nove é parecida com a Fernanda do tio Badalinho mas não pode ser. Talvez seja uma das tias.

Agora pergunto. Como é que esta fotografia foi parar às mãos da Ema!? Sim, porque ela até nem é de Rebordainhos!

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo do comentário longo

Acredite que me deixou de boca aberta. Nunca tal ouvi dizer - que havia moinho de vento em Rebordaínhos e que por lá se faziam butelos.

À lembrança vêm-me três moinhos: o da Ribeira, o de Teixedo e o de Arufe. Em abono da verdade, este só me veio à lembrança depois de ter falado com o meu irmão Evaristo. Todos três eram moinhos de água. De velas sopradas pelo vento... nada!

Butelos, aqueles deliciosos chouriços de ossos tenros, só os comia quando ia a Parada e a minha tia os servia. Feitos em Rebordaínhos nunca provei nenhum.

Acredito, no entanto, naquilo que me diz e culpo a minha pobre memória de me servir de pouco. Apesar disso, tenho a fonte do Espinheiro muito presente na memória. Então, como me terei esquecido do resto?

Aproveito para fazer aqui um esclarecimento que me não canso de repetir: o presidente da Junta a que se refere (que não era fascista nem em Rebordaínhos se saberia o que tal pudesse ser), muito democraticamente, reuniu o povo em assembleia e pediu-lhe a opinião - no adro, como sempre se fez: rompe a estrada e deita-se abaixo a fonte, ou não rompe a estrada e a fonte fica onde está? Todo o povo, à excepção do Gilberto, votou pela estrada.

De que nos queixamos nós, então? Sobretudo, com que direito se aponta o dedo a uma só pessoa quando essa pessoa seguiu o veredicto do povo? O povo é soberano, mesmo quando decide mal.

Obrigada pelo seu comentário, sobretudo porque aprendi muito com ele.

Cumprimentos

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo que identificou muita gente

Obrigada pelas identificações que faz e que acrescentam nomes àqueles rostos que são os nossos.

Quanto à sua pergunta só lhe posso dizer: não sei, não quis e nem quero saber, porque me não importa para nada, e também me não parece que seja da conta de ninguém.

Cumprimentos

Lurdes disse...

Não me parece que a 14 seja a minha tia Ascensão, ao lado da minha tia Emília é quase da mesma altura dela e na realidade a tia Ascensão era muito mais baixa que a minha tia Emília.
Lurdes

Anónimo disse...

Penso que não ofendi ninguém, por ter perguntado como é que a Ema tinha em sua posse esta fotografia. No entanto, peço desculpa. Não é preciso ficarem exaltadas e responderem da maneira que responderam.
Com a ajuda de pessoas mais velhas, já identifiquei os nºs 13, 19 e 20.

Passem bem, eu não volto a meter o bedelho.

Fátima Pereira Stocker disse...

Boa tarde, Lurdes

Tens muita razão no que diz respeito à comparação das alturas: de facto, a tia Ascensão era, até, muito baixinha. Acho que vou retirar o nome dela.

Beijos

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo que se zangou por minha causa

Repito os agradecimentos pelas identificações que fez e acrescento a manifestação de pena por não referir os nomes correspondentes aos números que acabou de indicar.

Fui, de facto, muito brusca na resposta que lhe dei. Podia limitar-me a dizer que não sabia, mas aquela referência ao facto de a pessoa não ter nascido na terra incomodou-me bastante. Agora que se mostrou ofendido(a), acredito que a intenção não fosse má, mas na altura aquilo pareceu-me muito mal. Daí a reacção, pela qual peço desculpa.

E por falar em reacções, ou respostas: será bem-vindo(a) sempre que quiser entrar. Esta página é construída por gente de Rebordaínhos para a gente de Rebordaínhos, mas que ninguém esqueça que foi criada por uma pessoa que não era da terra (o meu marido), mas que a amava tanto como se tivesse nascido lá.

Dito isto, se pretende continuar amuado, é lá consigo.

Cumprimentos

Fátima Pereira Stocker disse...

Nota de edição

A minha irmã Amélia assevera, à semelhança do Manuel e da Lurdes (os pais da Tilinha) que os números 5 e 6 correspondem, de facto, aos tios Bárbara e Moreno.

Sr. Américo, acho que vou, de novo, acrescentar o nome deles.

Anónimo disse...

Eu sou o anónimo do moinho de vento.
O meu comentário foi oferecido de boa vontade. Não têm nada que agradecer.
A História, sendo uma ciência social, não tem aquela objetividade que habitualmente se atribui às ciências naturais. A janela de onde eu vejo o mundo é diferente da janela de outro historiador qualquer. Onde eu vejo moinhos de vento, há quem veja apenas moinhos, e ainda outros que veem só ar e vento. Quem é que está certo? Estão todos igualmente certos!
Mesmo se nos restringirmos apenas ao sentido fisiológico do ato de ver, a compreensão da visão está muito para além do entendimento do funcionamento dos olhos! O problema é que muitas pessoas, absorvidas na azáfama da vida diária, esquecem o importantíssimo nervo ótico, e, sem este nervo, nada feito. A verdade é que vemos com os olhos e com o cérebro.
Quanto aos fascistas, eu referia-me aos de Lisboa, porque não fazia ideia de que Rebordainhos fosse, antes do 25 de Abril, uma espécie de Grândola Vila Morena do norte.
Muito obrigado.

Anónimo disse...

Quero dizer ao anónimo que vê moinhos de vento que não precisa de ofender ninguém.
De facto, esqueci-me da margem sul, mas porventura Vossa Excelência também se lembra sempre de tudo?!

Cumprimentos,

Constantino de Alarcão

Anónimo disse...

Como é que elguem pode ver o ar ou o bento! Num se bê! Só se for vocemecê já que tamem bê os moinhos de bento! Dessa janela num bê tamem um casa onde recebam gente que sofram da muleirinha?

Americo Pereira disse...

Respeitando tudo o que foi dito eu
contnuo a afirmar que os nºs 5 e 6
não são Bárbara e Moreno. Se vamos
por comparações de tamanhos temos
que aceitar que o Moreno era muito
mais baixo e a Bárbara também.
O mesmo se passa com os moinhos de
vento que só existiram quando esse
visionário anónimo foi comprar os botelos. Logo a seguir o vento foi
tão forte que nem alicerces deixou

Filinto disse...

Ó meus amigos, quem pode tirar algumas dúvidas sobre os moinhos, é o Frederico, que na altura eu era pequeno, já lá vão uns 60 anos, ele servia em casa de meus pais. Eu fui uma vez com ele levar trigo lavado e secado na eira, para moer, não sei a que moinho. Só me lembro de ter caído e ficar todo molhado. Mais: havia um moleiro que ia a Rebordainhos buscar o trigo num macho. Seria para Teixedo? Esse anónimo é mais inteligente que as minhas botas quando batem numa pedra. Em relação à fonte do Espinheiro e à bica do Prado já a eles me referi, mas agora não importa chorar o leite derramado.
Abraço
Quanto às fotos nem me atrevo, pois melhor que o António,Manuel Amélia, Américo e o tio Eurico deve haver poucos que se lembrem melhor que eles. Eu lembro-me apenas de ir à matança do porco e subir aquelas escadas ao pé da cozinha, na casa do tio Amadeu, de quem a minha mãe falava com muito carinho.
Filinto

Manuel Pereira disse...

Reaparecido, não tenho sido muito assíduo nos últimos tempos, pelo facto quero pedir desculpas porque se há coisas às quais devemos dar valor são estas pequenas maravilhas que se chama net e que tanto prazer nos dá podermos ter notícias da nossa Rebordainhos querida, ao fundador deste espaço todos os que visitamos este blog muito devemos, tenho a certeza que Deus o terá num lugar de relevo e quem como ele mostrou um carinho tão especial pela Aldeia não só temos como devemos prestar homenagem. Quero com isto realçar que não é necessário nascer num local para que se tenha por ele tanto ou mais afecto como os que lá nasceram. Falando da foto devo dizer que não serei ajuda nenhuma já que só conseguiria identificar duas pessoas, seria o tio Hermínio e tia Maria Emília.
Para a Fátima um grande abraço por manter viva a nossa cultura e a nossa memória. Resta-me dizer bem hajas pela dedicação.Manuel

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo do moinho de vento

Ponto 1

Temos poeta! E, tal como dizia o Gedeão

"Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
(...)
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes."

Temos, pois, que se disser que que lá estava o Mosteiro da Batalha, eu continuarei a afirmar que acredito em si. O poeta compreenderá a ironia. O bom senso (a História não é para aqui chamada) perceberá a patranha.

Ponto 2
Nem com ironia consigo amanhar resposta à altura da comparação que fez.

Cumprimentos e volte sempre

Fátima Pereira Stocker disse...

Sr Américo

Que boa gargalhada me fez dar! Ganhei o dia.

Dou-lhe toda a razão e vou, de novo, desbotar os nomes, até porque, melhor do que qualquer outro interveniente, o senhor há-de saber do assunto.

Beijos e obrigada.

Fátima Pereira Stocker disse...

Filinto

Eu lembro-me de ouvir falar do moleiro de Arufe. Seria esse?

Obrigada pela sua participação.

Beijos

Fátima Pereira Stocker disse...

Manuel

Ora sê muito bem-vindo e obrigada por reforçares a minha ideia de que não é preciso ser da terra para se gostar dela. Tu és um exemplo disso, em relação a Refóios, não é verdade?

Sou eu que agradeço a tua participação.

Beijos

Augusta disse...

Finalmente consigo comentar, mas apraz-me dizer:
abençoada fotografia que fez com que tantas pessoas se interessassem pelo assunto. Assim vale a pena!
Quanto às identificações, não me atrevo a dar palpites já que, aqueles que eventualmente pudesse acrescentar, estão mais que identificados.
Quanto ao lugar, concordo inteiramente com a Lurdes e, tal como o Filinto, também eu me lembro daquelas escadas (que a mim me pareciam altas) na cozinha da tia Benigna.

Anónimo disse...

Eu sou o anónimo do moinho de vento.
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,…
António Gedeão
Para que não restem sombras de dúvidas, eu não vejo só moinhos de vento; também vejo mosteiros da batalha, torres de Belém, fontes do espinheiro, carros por todo o lado, etc. O vento de Rebordainhos sugeriu-me a ideia do moinho, mas dispenso os comentários obtusos a chamarem-me a atenção de que o vento nada me diz. As críticas inteligentes, positivas e construtivas, a que respondo neste momento, são bem-vindas!
Uma paisagem, ou um retrato, de Van Gogh, são bonitos, independentemente dos temas que inspiraram o artista tenham, ou não, existido “realmente”. Tenho a certeza absoluta do que digo, apesar de nunca ter visto “realmente” um quadro desse genial pintor holandês. Vejam lá do que a imaginação é capaz! Não me custa nada reconhecer que o moinho de vento de Rebordainhos, por muito bem caiado que esteja e com sardinheiras nas janelas, não chega às raízes subterrâneas de uns girassóis de Van Gogh, mas, por outro lado, a minha obra é muito mais barata!
Sou comentador do blog de Rebordainhos porque conheço a terra, gosto de contar histórias contra a corrente, e porque, até hoje, aqueles que me incentivam a ficar têm sido mais persuasivos do que a maioria, onde incluo o fidalgote Alarcão, que só me quer ver pelas costas!
Viva o 25 de Abril que nos trouxe as novas tecnologias!

Anónimo disse...

Viva o raio que..! O moinho de vento de Rebordainhos bem caiado que o Sr. "artista" anónimo vê devem ser os pombais que outrora eram bem caiadinhos. O outro é o fidalgote de Alarcão e vossa senhoria quem é? O conde de Monta Nelas! Cá para mim são a mesma pessoa!

Agora só um palpite: a bébé que está ao colo do Sr. Américo não será a Fátima do Tio Hermínio? A 20 não será a Ester irmã do tio João Badalinho!
Foi só um palpite.

Um abraço

Nogueirinha

Fátima Pereira Stocker disse...

Augusta

Pois, estás como eu...

Beijos

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo do moinho de vento

E não se esqueça dos ramos de laranjeira com que o moinho era caiado: no sonho - ou na imaginação - não há lugar para a impossibilidade (mas sempre haverá candeias e o vento há-de sempre passar).

"- Quais gigantes? - disse Sancho Pança.
- Aqueles que ali vês - respondeu o amo - de braços tão compridos, que alguns os têm de quase duas léguas.
- Olhe bem Vossa Mercê - disse o escudeiro - que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento (...).
- Bem se vê - respondeu D. Quixote - que não andas corrente nisto das aventuras; são gigantes, são; e, se tens medo, tira-te daí, e põe-te em oração enquanto eu vou entrar com eles em fera e desigual batalha."

Cervantes, D. Quixote de la Mancha

Com os meus cumprimentos e o desejo de boas batalhas.

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo Nogueirinha

Obrigada pelas sugestões.

A minha dificuldade em relação à associação da criança n.º 3 com a Fátima do tio Hermínio tem a ver com as idades: se o n.º 3 for, de facto, o Sr. Américo, haverá tão pouca diferença entre ele e a sobrinha? Vou acrescentar a sua proposta, em tom esbatido, à espera da reacção, quiçá da Lurdes ou do Sr. Américo.

Acrescentarei, também, a sua sugestão em relação à sr.ª com o n.º 20.

Muito obrigada.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Anónimo do moinho
Cervantes terá dito que Sancho Pança era um homem de bem, mas com pouco sal na moleirinha.
Se, numa manhã de Sol radioso, um rancho de romeiros de Rebordainhos subir ao alto da serra e, aí chegados, olharem ao redor até onde a vista alcança, não terão dificuldade em concluir que a Terra, com os seus montes e vales, está fixa, no lugar onde sempre esteve e que a sua superfície é tudo menos esférica.Estas conclusões do senso comum, que geralmente é considerado bom senso, não estão tão erradas como à primeira vista parece. No entanto, a Terra move-se e é quase tão redonda como uma bola de futebol.
Isto são argumentos demasiado rebuscados para fazer a defesa da história do meu comentário que não passava de uma brincadeira. Mas penso que mesmo o grande Cervantes não seria contra todas as ideias e todos os ideais. Na vida também precisamos de sal, desde que não seja em excesso.

Fátima Pereira Stocker disse...

Anónimo

O herói de Cervantes é D. Quixote, não é Sancho Pança, o tal que tinha pouco sal na moleirinha. E é D. Quixote, porque é dele a busca incansável pela beleza e pelo bem, afinal, os únicos objectivos que vale a pena perseguir e pelos quais devemos lutar sem soçobrar.

P.S. Quanto a mim, a esfericidade da Terra salta à vista quando olhamos a partir do cimo de uma montanha. Mas isto serão os meus olhos com os meus escolhos.

Cumprimentos

Henrique Pereira disse...

Publiquei igual fotografia na página dos amigos de Murçós do facebook. A fotografia estava no baú de meus pais, que residem em Mirandela. Quem tirou a fotografia há já muitos anos, há uns 60 anos, foi meu pai Carlos José Pereira, que ainda hoje é fotógrafo nesta Cidade. Meus avôs paternos estão na fotografia, é o casal do lado esquerdo e que estão ao lado de seu grande amigo de então Sr. Amadeu de Rebordainhos. De facto, foi meu pai que se vê na sombra da foto, que a tirou quando passavam em Rebordainhos, em passagem para Murçós. Pois efectivamente sempre que íam a Murçós, o faziam de comboio até Rossas, pois nada pagavam porque meu avô era operário dos caminhos de ferro (latoeiro da estação de caminhos de ferro de Mirandela), e daí seguiam para Murçós, de burro ou de mula/macho parando sempre em Rebordainhos, mesmo para pernoitar ou comer nos grandes amigos não familiares Sr. Amadeu. Daí seguiam para Murçós. Numa dessas viagens de paragem por Rebordainhos, tiraram esta fotografia (meu pai fotógrafo) em que aparecem na mesma, meus avôs o casal do lado esquerdo, ela chamada de Ana Alice Fernandes Pereira e ele José Manuel Pereira. Também a quinta pessoa a contar do lado direito é minha tia Esmeraldina da Glória Pereira irmã de meu pai, que naturalmente também os acompanhou nesta viagem. Somos pois herança de gente muito boa que eram grandes amigos. Vivo em Mirandela, mas tenho muito presente as origens de minha avó e as viagens que também quando miúdo por aí fazia em pasagem para Murçós e a visita obrigatória ao amigo da família Sr. Amadeu. Bem hajam todos.

Henrique Pereira disse...

O Sr. Américo Pereira, bem que andou lá perto no comentário que fez no dia 26 de Janeiro para identificar as pessoas números 5 e 6. Pois que tal como referi no cometério anterior, são meus avôs, minha avó Ana Alice Fernandes Pereira e José Manuel Pereira. Residiam à época em Mirandela, minha avó natural de Murçós e meu avô de Mirandela. De facto meu avô era caldeireiro e latoeiro nos caminhos de ferro em Mirandela. Geménia era minha bisavó, mãe de minha avó e também natural de Murçós.

Lurdes disse...

Bom dia, Henrique, e seja muito bem-vindo a este cantinho...
Eu sou neta do Sr. Amadeu, os meus pais também estão na foto,são o Hermínio e a Luísa, e se a foto foi tirada há 60 anos a criança ao colo do meu tio Américo deve ser a minha irmã Fátima. Gostei muito de ouvir a sua história eu era ainda muito pequena quando faleceram os meu avós paternos mas tenho algumas lembranças. Talvez o seu pai tenha mais memórias para contar do meu avô Amadeu, ou talvez mais fotos.

Lurdes Pereira

Fátima Pereira Stocker disse...

Henrique

Muito obrigada por se ter dado ao trabalho de vir aqui esclarecer as coisas. Muito obrigada, também, pela parte da sua história que aqui contou.

Cumprimentos

Lurdes disse...

Fátima, não corrigiste o nome do número 17, que também é de Mirandela, é Esmeraldina da Glória Pereira irmã do fotógrafo.
Beijos
Lurdes

Fátima Pereira Stocker disse...

Obrigada, Lurdes.

Beijos

americo.amadeu@gmail.com disse...

Sr. Henrique Pereira obrigado pelo
seu comentário que veio esclarecer
a certeza que eu tinha.Também fez
cair a ideia que alguém pretendia dar um nome diferente aos nºs 5/6
e que eu voltei a rebater voltando
afirmar como casal de Mirandela.
O nº.17, sua tia Esmeraldina não
dei nenhum palpite mas sempre tive
uma ideia fixa de que também era
do grupo de Mirandela. Ainda me
recordo de uns rapazes que faziam
o percurso de bicicleta. Gostaria
de trocar mais ideias consigo.

Maria Fatima Pereira Valdrez disse...

A 14 parece mais a tia edite a mulher do tio António.
A 19 tambem ė dos pereiros mais nao sei o nome.

Maria de fatima.

Fátima Pereira Stocker disse...

Boa tarde, Fátima

Antes de mais, quero manifestar-te a minha satisfação por te ver por aqui. Depois, quero agradecer as sugestões porque, de facto, eram pessoas por identificar ou com identificação duvidosa.

Beijos