O nosso estimado Anónimo faz uma leitura interessantíssima delas. Passo a transcrever:
Acredito que se trata mormente de fotos de visitas dos professores, ou seja, gente de fora. Aliás, creio que o Filinto apontou um critério importante de análise: homem ou garoto que, antes do fim da década de 50, calce sapatos finos (ou "sapatos baixos", como também se dizia) em vez dos simples "sapatos" do sr Carlos (a que hoje todos chamam botas), não é, certamente, de Rebordainhos - e este princípio valia também para os manos Ribom.
(Carregar nas imagens para ampliar)

A primeira é, para mim, uma novidade absoluta porque nunca imaginei que o largo do Pelourinho tivesse servido, alguma vez, de lugar de medeiros. Será que o tanque está tapado pelo medeiro ou não estaria, ainda, construído? Aparentemente está uma data na fotografia. 1935 é a opção da maioria.
Identificações feitas pela tia Maria Seca
5 - P.e Teodoro
7 - Tia Maria da Graça Costa
8 - Sr. D. Graça
9 - Sr. Professor
11 - Sr. D. Maria
12 - Tia Adriana
13 - Tia Joana (mãe da tia Adriana Padeira?)
14 - Germana (...)

A segunda foto - que o António sugeriu tratar-se de inauguração da escola - parece-me muito interessante. Para explicar faço notar três pormenores (além de um quarto, que deixa ver a roda de um carro de bois entre as pessoas 5 e 6): a) há pedregulhos a esmo, junto ao tanque da bica, a sugerir altura de obras de pedreiro -interessante por isso, parecendo apontar para a altura da construção do tanque da roupa; b)o grupo recebe a luz do sol do seu lado esquerdo (excepto os manos Ribom, que a recebem de frente); c) a face visível da "torre" das bicas não tem saída de água e, por isso, só pode tratar-se da face nascente ou da poente (as que tinham bica eram as viradas a norte e a sul).
Os dois últimos pormenores, conjugados, mostram que a foto foi tomada de sudoeste. Repare-se bem naquele perfil vegetal à direita ...um CHORÃO! É!, isso mesmo: o segundo motivo porque acho esta foto interessante é porque regista aquilo que eu pensei não restar registado senão na memória de alguns - já bem poucos, provavelmente: o belo chorão que havia junto à forje, bem perto de onde as pessoas se habituraram a ver o "malhão" que acolhia o "vinte" no jogo do fito, nas tardes de Domingo.
Pena que a foto (aliás "queimada" na parte central superior) tenha sido tirada de baixo para cima, com a objectiva num plano inferior ao do nível superior do tanque e a apontar ao céu... Só isso terá impedido de mostrar a casa da tia Ricardina e, talvez, a da tia Becissema. Porque os arbustos à esquerda... são do sr. Ernesto!Termino com uma pergunta sugerida pela hipótese do António: será que não seria possível informar-se junto de alguém dos mais velhos do tio Seco sabendo se, acaso, eles não reconhecem nos dois velhotes (pessoas 3 e 2) a tia Marquesa e o marido - quero dizer, os pais da tia Maria Seca? É que, nesse caso, tratava-se de uma fotografia de honra, com os doadores do terreno da escola
1 - Sr. Professor
2 -
3 -
4 -
5 - Primo dos senhores professores
6 - Sr. D. Maria
7 - Sr. Carlos
8 - prima dos srs. professores

A terceira é presente para os menos novos do que eu: a escola em que eu não estudei mas que frequentaram quase todos os que nos visitam.
1 - Sr. Professor
2 - Tio Manuel Rodrigo (faleceu no Brasil)
3 - Tia Elisa (esposa do anterior)
4 - Tia Emília do Outeiro
5 - Tia Maria dos Santos
6 - Sr. D. Graça
7 - Sr. D. Maria