O meu avô Ramos tinha, em Arufe, a horta da Capela, nome que dispensa explicações sobre a sua localização. A ladear toda a horta, várias árvores de fruto faziam as delícias dos netos, que engatavam por elas acima em busca de regalo temporão. Uma dessas árvores era maçãera de maçãs reinetas que amaduravam tarde, mas que botavam boa figura desde cedo. Com os galhos a darem sobre o caminho, a maçãera e suas maçãs eram engodo para os incautos.
A conta que aqui vos deixo faz parte do anedotário da família. Diz-se que certo caminhante - bem-decerto um daqueles caixeiros viajantes que, de quando em vez, se decidiam a entrar pelos caminhos da serra - em passando rente à capela de Arufe, montado no seu cavalo, decidiu colher umas poucas daquelas maçãs que lhe enchiam o olho. Colheu quantas lhe couberam nos bolsos e só depois da desinça é que decidiu provar uma. Pegou-lhe com ganas, à loba-cã, na esperança de sumo doce. Ah! rapazes! Mal deu a dentada, isso é que ele cuspiu depressa o que tinha na boca! Assim que se recompôs, em vez de se queixar de si, tratou de exclamar:
- Anda que o corno que aqui te pôs, sabia bem o que fazia!
Vem esta conta a propósito da situação que vivemos. Não nos iludamos com as aparências! Os produtos nacionais podem ter aspecto menos convidativo ou, até, ser mais caros, mas pensemos bem se não sairá mais caro a todos nós vermos os nossos agricultores na ruína e as nossas fábricas a encerrar porque nós lhes não compramos aquilo que produzem. O que é que sai mais caro: os euros que pagamos pelo artigo nacional, ou o desemprego a que condenamos os nossos filhos porque os empregadores nacionais vão à falência por falta de quem lhes compre o que produzem?
Criemos o hábito de verificar a origem dos produtos que adquirimos. Compremos o que é nosso!
O código de barras acima dá-nos a indicação de que se trata, ou de um produto de marca nacional, ou de um produto que é produzido em Portugal (podendo ser de marca estrangeira), dando trabalho aos nossos. Não é, de todo, infalível, mas aqueles três primeiros algarismos - 560 - são a única garantia que temos (também podem significar que são produto fabricado no estrangeiro e importado por alguma marca nacional, mas quanto a isso já nada podemos fazer).
Existem variantes, como as dos produtos lácteos, que podem consultar na página do "MOVIMENTO 560".
A conta que aqui vos deixo faz parte do anedotário da família. Diz-se que certo caminhante - bem-decerto um daqueles caixeiros viajantes que, de quando em vez, se decidiam a entrar pelos caminhos da serra - em passando rente à capela de Arufe, montado no seu cavalo, decidiu colher umas poucas daquelas maçãs que lhe enchiam o olho. Colheu quantas lhe couberam nos bolsos e só depois da desinça é que decidiu provar uma. Pegou-lhe com ganas, à loba-cã, na esperança de sumo doce. Ah! rapazes! Mal deu a dentada, isso é que ele cuspiu depressa o que tinha na boca! Assim que se recompôs, em vez de se queixar de si, tratou de exclamar:
- Anda que o corno que aqui te pôs, sabia bem o que fazia!
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Vem esta conta a propósito da situação que vivemos. Não nos iludamos com as aparências! Os produtos nacionais podem ter aspecto menos convidativo ou, até, ser mais caros, mas pensemos bem se não sairá mais caro a todos nós vermos os nossos agricultores na ruína e as nossas fábricas a encerrar porque nós lhes não compramos aquilo que produzem. O que é que sai mais caro: os euros que pagamos pelo artigo nacional, ou o desemprego a que condenamos os nossos filhos porque os empregadores nacionais vão à falência por falta de quem lhes compre o que produzem?
Criemos o hábito de verificar a origem dos produtos que adquirimos. Compremos o que é nosso!
O código de barras acima dá-nos a indicação de que se trata, ou de um produto de marca nacional, ou de um produto que é produzido em Portugal (podendo ser de marca estrangeira), dando trabalho aos nossos. Não é, de todo, infalível, mas aqueles três primeiros algarismos - 560 - são a única garantia que temos (também podem significar que são produto fabricado no estrangeiro e importado por alguma marca nacional, mas quanto a isso já nada podemos fazer).Existem variantes, como as dos produtos lácteos, que podem consultar na página do "MOVIMENTO 560".















